“De tudo que você emitia aos meus olhos, jamais houve algo tão fantástico quanto aquela sua expressão tímida, engraçada, e tão reprimida, querendo falar o que demonstraria sua fraqueza por trás desse seu coração de pedra; Eu sei que você, se pudesse dizer, diria que me amava, explodiria sorrisos em seu rosto esculpido por anjos, e em seguida viria o abraço. Aquele abraço. Aquele que me entrelaçava de forma tão sonífera e viciante. Eu decifrava como ninguém o teu silêncio através de teus olhos famintos olhando pra mim. Você me amava, e eu sabia disso. Eu te amava, e você nunca poderia imaginar isto. Tínhamos tanto a dizer um ao outro, tantas beijos para serem falados… E mesmo assim, entre nós existiam quilômetros de silêncio engolindo nossas palavras.
“Meu amor por ti é um cativeiro;
E por mais que eu almeje a liberdade, jamais me nego às tuas jaulas. Ao teu sorriso […]
Jamais permitiria a existência de quaisquer coisas que me libertassem de você.
“Esqueça-me. Deixe-me aqui chorando. Ou então me abrace, me ame, e diga que seremos infinitos como as cores do céu; Mas não me torture com as incertezas dos teus sentimentos, pois eu estou a um passo de me quebrar novamente por acreditar que amor tem bons e duradouros planos de finais felizes para mim.
“Que seja confuso, que seja estranho, que seja bizarro; Não me importo em me largar nos rascunhos complexos da vida, nem de me atirar no abismo das dúvidas inconsequentes, mas, se for o amor quem vier me deixar louco por alguém, já aviso: Que seja recíproco, e não moderado, pois quero mais é me perder sem caminho de volta nas insonias preocupadas de saudade, por alguém que também não dorme pensando em mim.
“É na brincadeira que as coisas mais verdadeiras afloram.